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terça-feira, 8 de novembro de 2011

É AMANHÃ!!!

   Amanhã que a linda Jhudy irá usufruir do prêmio que ganhou no nosso encontro. 

O banho + hidrataçaõ + penteado feito exclusivamente por uma das melhores na especialidade aqui em Curitiba quiçá do Brasil!!

                                                        Letícia Ronska Vogt






Ela que é proprietária da FINO TRATTO ESTÉTICA CANINA
 
http://www.finotrattobyleticia.com.br/

Estaremos aguardando as fotos!!!

Só temos a agradecer sua generosa oferta ao nosso encontro assim como à nossa "ponte" a Patrícia do Green Day Kennel, muito obrigada à vocês!!


Postadopor: Kely V.S.S.

sábado, 5 de novembro de 2011

OS PRINCIPAIS PROBLEMAS DE SAÚDE DO SHIH TZU

Atenção à saúde do seu Shih Tzu. Conheça os males considerados típicos do Shih Tzu e saiba também como diagnosticá-los e, quando possível, como preveni-los e tratá-los.
Veja com estes problemas a importância na hora de escolher o filhote, avaliar os pais, as consequências de acasalamentos mal planejados e porque o padrão da raça é importante.

Atrofia Progressiva da Retina

Descrição: Doença hereditária que leva o cão à cegueira. Em geral, se manifesta quando ele tem a partir de 4 anos de idade.
Sintomas: Primeiro, o cão começa a dar sinais de não enxergar bem à noite, por exemplo colidindo em objetos ou relutando em sair para passear. Depois, passa a não enxergar direito até durante o dia.
Conseqüências: Perda gradual e total da visão.
Prevenção: Submeter o cão a exame clínico que detecta o mal antes que manifeste sintomas. Isso possibilita afastar os portadores da procriação, evitando a disseminação da doença.
Tratamento: não há.

Conjuntivite

Descrição: Inflamação da conjuntiva (membrana rosada da parte interna dos olhos) por trauma físico, químico ou por infestação de vírus, bactérias ou fungos. Cães que, como o Shih Tzu, têm olhos grandes e expostos costumam ser mais propensos ao problema.
Sintomas: Os olhos ficam úmidos, doloridos e com a conjuntiva vermelha. O cão pisca mais que o normal e demonstra sensibilidade à luz.
Conseqüências: Evolução para problemas oculares mais sérios, como úlcera de córnea.
Prevenção: Limpar periodicamente a região, prender os pêlos do topo da cabeça, para que não entrem nos olhos, e evitar que o cão fique exposto a outros agentes traumáticos, como produtos químicos ou objetos pontiagudos.
Tratamento: Dependendo da causa, com colírios e medicamentos sistêmicos antiinflamatórios e/ou antibióticos.

Dermatite

Descrição: Inflamação da pele gerada por diversos fatores, entre eles os parasitários, alimentares, hormonais ou ambientais.
Sintomas: Queda de pêlos, coceiras, vermelhidão na pele, descamação local e mau cheiro.
Conseqüências: infecção secundária da pele.
Prevenção: Manter o cão limpo e seco, oferecer ração de boa qualidade e evitar que ele fique exposto a produtos de limpeza, sobretudo aos de cheiro forte.
Tratamento: Com antialérgicos, antiinflamatórios ou antibióticos. Mas, para que o tratamento tenha maiores chances de sucesso, a causa deve ser detectada (há exames específicos) e eliminada.

Distiquíase e triquíase

Descrição: Problemas hereditários que se caracterizam, no caso da distiquíase, pelo nascimento de cílios em locais indevidos, como dentro dos olhos, e no caso da triquíase, pelo nascimento de cílios mal direcionados. Isso é, embora enraizados no lugar certo, viram-se para dentro dos olhos e os machucam.
Sintomas: Irritação na vista e lacrimejamento excessivo.
Conseqüências: Conjuntivite e úlcera de córnea.
Prevenção: O ideal é que os portadores não sejam acasalados.
Tratamento: Remoção dos cílios, o que requer técnica e uso de anestésico. Por isso, o recomendável é que a tarefa seja executada por veterinários.

Displasia renal juvenil

Descrição: O cão já nasce com a doença, que se caracterizada pelo não desenvolvimento adequado dos rins e conseqüente perda de capacidade de filtrar adequadamente a urina. O mal é hereditário.
Sintomas: O cão bebe muita água, a urina é bastante diluída na cor e ocorre em grande volume.
Conseqüências: Subdesenvolvimento e morte.
Prevenção: Afastar os portadores da procriação.
Tratamento: Com suplementos vitamínicos e em certos casos, com hemodiálise.

Insuficiência Hepática

Descrição: Alteração do funcionamento do fígado, causando a dificuldade de digestão e absorção dos alimentos. Suspeita-se que seja um problema hereditário.
Sintomas: Inapetência, emagrecimento brusco, letargia e urina escura.
Conseqüências: Em certos casos, morte.
Prevenção: Alimentação balanceada, porque, de forma geral, ajuda na saúde do fígado.
Tratamento: Com medicamentos que protegem o fígado (terapia hepatoprotetora), antibióticos e com rações medicamentosas próprias para esse mal.

Otite externa

Descrição: Infecção do conduto auditivo externo (entre o tímpano e as regiões menos profundas) gerada pelo acúmulo de cera, umidade, ácaros, fungos ou bactérias.
Sintomas: Mau cheiro, febre, apatia e coceira local. O cão também pode chacoalhar a cabeça ou mantê-la mal posicionada.
Conseqüências: Dor, irritabilidade e progressão para otite interna (do tímpano para regiões mais profundas) e labirintite.
Prevenção: Limpar os ouvidos periodicamente, protegê-las durante o banho e, após, secá-las bem.
Tratamento: Conforme o caso, com antibióticos, antifúngicos ou acaricidas, tópicos ou sistêmicos.

Sensibilidade alimentar

Descrição: Mal-estar devido à mudança brusca de alimentação.
Sintomas: Inapetência, diarréia em graus variados, queda de pêlo e seboréia.
Conseqüências: O cão emagrece, fica abatido e com a pelagem opaca.
Prevenção: Não mudar a alimentação do cão ou mudá-la de forma gradual.
Tratamento: Com medicamentos que combatam os sintomas e retomando à alimentação anterior.
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Consultoria: Alcione Alcides da Silva (veterinária há mais de 17 anos, mais de 300 Shih Tzus atendidos, e proprietário de exemplares da raça) e Carlene Snyder (diretora do comitê de saúde da raça do American Shih Tzu Club e criadora de Shih Tzu há mais de 30 anos).


Fonte: Revista Cães & Cia

terça-feira, 1 de novembro de 2011

PARA QUEM ABANDONOU O AURÉLIO E MUITOS OUTROS CÃES!

Hoje encontrei seu cão.

            Não, ele não foi adotado por ninguém. Aqui por perto, a maioria das pessoas já tem vários cães; aqueles que não têm, não querem nenhum. Eu sei que você esperava que ele encontrasse um bom lar quando o deixou aqui, mas ele não encontrou. Quando o vi pela primeira vez, ele estava bem longe da casa mais próxima e estava sozinho, com sede, magro e mancava por causa de um machucado na pata.

            Eu queria tanto ser você naquele momento em que parei na frente dele. Para ver sua cauda abanando e seus olhos brilhando ao pular nos seus braços, pois ele sabia que você o encontraria, sabia que você não esqueceria dele. Para ver o perdão em seus olhos pelo sofrimento e pela dor por que ele havia passado em sua jornada sem fim à sua procura… Mas eu não era você. E, apesar das minhas tentativas de convencê-lo a se aproximar, seus olhos viam um estranho. Ele não confiava em mim. Ele não se aproximava.

            Ele virou as costas e seguiu seu caminho, pois tinha certeza de que esse caminho o levaria a você. Ele não entende que você não está procurando por ele. Ele só sabe que você não está lá, sabe apenas que precisa te encontrar. Isso é mais importante do que comida, água ou o estranho que pode lhe dar essas coisas. Percebi que seria inútil tentar persuadi-lo ou segui-lo. Eu nem sei seu nome. Fui para casa, enchi um balde d’água e uma vasilha de comida e voltei para o lugar onde o havia encontrado. Não havia nem sinal dele, mas deixei a água e a comida debaixo da árvore onde ele havia buscado abrigo do sol e um pouco de descanso.

            Veja bem, ele não é um cão selvagem. Ao domesticá-lo, você tirou dele o instinto de sobrevivência nas ruas. Ele só sabe que precisa caminhar o dia todo. Ele não sabe que o sol e o calor podem tirar-lhe a vida. Ele só sabe que precisa encontrá-lo.

            Aguardei na esperança de que voltasse para buscar abrigo sob a árvore, na esperança de que a água e a comida que havia trazido fizessem com que confiasse em mim e eu pudesse levá-lo para casa, cuidar do machucado da pata, dar-lhe um canto fresco para se deitar e ajudá-lo a entender que agora você não faria mais parte de sua vida. Ele não voltou naquela manhã e, quando a noite caiu, a água e a comida permaneciam intocadas.

            Fiquei preocupado. Você deve saber que poucas pessoas tentariam ajudar seu cão. Algumas o enxotariam, outras chamariam a carrocinha, que lhe daria o destino do qual você achou que o estava salvando – depois de dias de sofrimento sem água ou comida. Voltei ao local antes do anoitecer. Não o encontrei.

            Na manhã seguinte, voltei e vi que a água e a comida permaneciam intactas. Ah, se você estivesse aqui para chamar seu nome! Sua voz é tão familiar para ele. Dirigi-me na direção que ele havia tomado ontem, sem muita esperança de encontrá-lo. Ele estava tão desesperado para te encontrar, que seria capaz de caminhar muitos quilômetros em 24 horas.

            Algumas horas mais tarde, a uma boa distância do local onde eu o havia visto pela primeira vez, finalmente encontrei seu cão. A sede não o atormentava mais. Sua fome havia desaparecido e suas dores haviam passado. O machucado da pata não o incomodava mais. Agora seu cão está livre de todo esse sofrimento.

            Seu cão morreu.

            Ajoelhei-me ao lado dele e amaldiçoei você por não estar aqui ontem para que eu pudesse ver o brilho, por um instante sequer, naqueles olhos vazios. Rezei, pedindo que sua jornada o tenha levado àquele lugar que acho que você esperava que ele encontrasse. Se você soubesse por quanta coisa ele passou para chegar lá… E eu sofro, pois sei que, se ele acordasse agora, e se eu fosse você, seus olhos brilhariam ao reconhecê-lo, ele abanaria a cauda, perdoando-o por tê-lo abandonado.

            (Autor desconhecido)